Arquivos para: Abril 2009
O Galego já é oficial na UE
7. A nossa aposta é reintegracionista, pois consideramos que o único futuro do galego passa por integrar-se no mundo da Lusofonia que permitirá a sua sobrevivência, ajudará ao seu prestígio e, sobretudo, fará com que os utentes tenham um universo de possibilidades de relações humanas, comerciais e culturais ao seu dispor.
Por José Manuel Barbosa*

Já há dez anos, no 1994, algumhas pessoas da AGAL tivemos possibilidade de conhecer o funcionamento do parlamento europeu e de experimentarmos "in situ" a situaçom das diferentes línguas comunitárias graças ao convite feito à nossa Associaçom pola Coligaçom Galega (C.G.) liderada na altura, e ainda hoje, polo que foi europarlamentar José Posada.
Foi no mês de Março e na semana imediatamente anterior à Semana Santa quando um pequeno grupo de representantes da AGAL entre os que figuravam o nosso actual Tesoureiro Jesus Miguel Conde, Carlos Garrido, Secretário da Comissom Línguística, Xavier Paz, José Manuel Aldeia, Rosário Fernandes Velho e um que isto vos escreve.
Sobre o decreto do galego no ensino
6. Consideramos que, frente ao recrudescimento do discurso refractário ao galego na vida pública, a política lingüística nos últimos quatro anos se tem caracterizado polo continuísmo com a era fraguista. E que com a chegada do novo governo à Junta da Galiza se aproximam tempos de retrocesso e de concessom aos sectores mais espanholistas.
por Paulo Gamallo*

Como muitos de vós, suponho, levo vários meses discutindo e tecendo argumentações sobre um dos temas estrela da recente campanha eleitoral, nomeadamente o Decreto 124/2007 que regula o uso do galego no sistema educativo.
Como muitos de vós, suponho, levo vários meses discutindo e tecendo argumentações sobre um dos temas estrela da recente campanha eleitoral, nomeadamente o Decreto 124/2007 que regula o uso do galego no sistema educativo. Reconheço que, como soe acontecer nestes casos, falava e argumentava sem ter lido o decreto. Onte mesmo, com ajuda de São Google, resolvim lê-lo e compará-lo com o seu predecessor, o Decreto 247/1995, redigido e aprovado na era do fraguismo. Sempre pensei que eram mais ou menos parecidos. Pois não, estava enganado. Não são semelhantes, são basicamente idênticos. Cuspidinhos. Poderia-se mesmo falar de plágio. Ao respeito da educação infantil, o novo decreto não muda nada do anterior: em ambos, respeita-se a língua materna das crianças.
Falamos de que?

Iniciamos umha série de pensamentos em alta voz para esclarecermos os pormenores do nosso manifesto.
Obrigado a todas as nossas colaboradoras e colaboradores.
Começamos com um artigo de Paulo Gamallo, publicado originalmente em Vieiros sobre o sexto ponto do nosso manifesto: o continuísmo em matéria de política lingüística dos governos e os escuros tempos com o novo governo.
Por que Galego Sempre Mais?

A plataforma Galego Sempre Mais recolhe o seu nome de um artigo de Celso Álvarez Cáccamo em defesa da língua, fazendo um jogo de palavras com o nome da plataforma Nunca Mais mas, neste caso, dando-lhe um nome em positivo à ideia. Por isso, recolhemos essa legenda e fazemos nossa, para dar nome a esta plataforma na defesa da língua.
Galego Sempre Mais está impulsado por diversas organizações lingüísticas, culturais e centros socias da Galiza que vêem no Dia das Letras umha oportunidade única, para fazer umha defesa do nosso idioma de um ponto de vista plural e global frente às agresões que o nosso idioma está a sofrer. Mas, também, ante as que, com a mudança de governo, no futuro mais próximo a língua terá que fazer frente.
A nossa vontade nom é a de fazer frente à “A Mesa pola Normalizaçom Lingüística”, polo qual participaremos na manifestaçom que essa entidade convocou de forma unilateral. Se bem queremos fazê-lo com um bloco diferenciado deste, um bloco de cor laranja. Um bloco onde podermos participar com a nossa própria voz e argumentos dentro do que desejamos que seja umha manifestaçom massiva.
Após a manifestaçom, GSM fará o seu próprio acto de encerramento alternativo ao de A MESA onde daremos leitura ao manifesto “Galego Sempre Mais: Contra a imposiçom do Castelhano”.
Manifesto 17 de maio de 2009
Galego, sempre mais
Contra a imposiçom do castelhano

O dia 17 de maio é um dia para denunciar nas ruas a única imposiçom lingüística verificável que este país sofre diariamente. E este ano estamos a viver um contexto novo, um contexto cheio de dúvidas e de poucas esperanças para a sobrevivência da língua na Galiza, daí que todos o colectivos que assinamos este manifesto queiramos expressar conjuntamente o nosso ponto de vista e contribuir para o avanço da normalidade lingüística no nosso País.
O nosso manifesto leva como lema “Galego, sempre mais”, e dizemos isto porque achamos que se por um lado o galego é umha língua cheia de possibilidades e oportunidades, por outro lado, tudo o que se fizer na Galiza em favor dos usos da língua galega nunca será suficiente. Saímos à rua com umha mensagem clara: “Contra a imposiçom do castelhano”.
Os colectivos que assinamos este manifesto temos toda a vontade de somar esforços pola dignificaçom do galego na Galiza. Se este 17 de maio nom há convocatória unitária é porque a mesa pola normalizaçom lingüística optou por prescindir do resto de organizações (fomos convidados a apoiar umha mobilizaçom já convocada previamente). A Mesa nom é a única organizaçom a defender a língua e, portanto, nom pode agir como se o fosse. É por isto que nom apoiamos nominalmente a manifestaçom da Mesa. No entanto, por responsabilidade com o momento histórico que padecemos, somaremo-nos a este 17 de Maio. Faremo-lo mantendo umha distáncia com quem achamos que atende mais as necessidades de umha sigla política que as do movimento normalizador.
29-04-09 21:50:07,